Idealizadora do Movimento Gaúcho de Mulheres Municipalistas participa de evento que marca um ano da iniciativa nacional

Ao completar um ano de fundação, o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) apresentou as conquistas e os resultados alcançados durante o primeiro dia da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios (21/5). A plenária “Resultados alcançados e Desafios para 2018” estava lotada de gestores(as) municipais, vereadores(as) e primeiras-damas. As fundadoras do movimento, Tania Ziulkoski e Dalva Christofoletti, iniciaram as atividades que foram acompanhadas pela primeira-dama da Famurs e de Rio dos Índios, Adriane Perin de Oliveira. Posteriormente, o espaço foi aberto para duas entidades apresentarem pesquisas focadas na participação da mulher na política.

Adriane Perin de Oliveira, idealizadora do Movimento Gaúcho de Mulheres Municipalistas (MGMM) – que é um braço do movimento nacional, contou que está visitando as entidades regionais e se reunindo com as mulheres. “O Movimento Gaúcho de Mulheres Municipalistas nasceu depois da reunião ampliada do ano passado. Voltei inspirada pelas fundadoras do MMM e por tudo que ouvi naquela reunião”, contou a primeira dama da Federação das Associações dos Municípios do Rio do Sul (Famurs), Adriane Perin.

Ao lembrar-se dos primeiros passos para fundação do movimento, que hoje conta com representantes de 25 Estados, Tânia Ziulkoski, recorda as dificuldades enfrentadas. “Nós não tínhamos nenhuma representação feminina dentro da Confederação Nacional de Municípios (CNM), e tínhamos pouquíssimas prefeitas. Temos muito chão para andar, mas aonde chegamos nesse um ano de trabalho, realmente, é uma coisa que nos gratifica muito”, disse a fundadora. Tânia contou a conquista mais recente do MMM: ter o MMM incluído no estatuto da CNM com direito a voz e a voto nas definições políticas. Além da inclusão do MMM no conselho político da CNM, a carta de compromisso da Marcha fará uma homenagem ao movimento e aos 90 anos da mulher na política.

Em sua fala, Dalva falou de sua felicidade ao ver tantos homens na plateia e lembrou-se de sua trajetória política. “Quando nós fundamos a Confederação, em 1980, eu era a única mulher no meio de, mais ou menos, 200 homens”, relembrou.

 

Mulheres na política

Após a explanação dos resultados de atuação do MMM, a representante da rede de Desenvolvimento humano (Redeh), Schuma Schumaher, contou a história da primeira prefeita mulher e dos avanços da participação feminina em cargos públicos. A entidade realizou a pesquisa “90 anos de Prefeitas no Brasil” e entregou um folder com os resultados aos presentes na plenária. “Ano que vem, no dia 1º de janeiro de 2019, vai fazer 90 anos que a primeira mulher assumiu a reponsabilidade de uma gestão municipal, em uma cidade do interior do Rio Grande do Norte, chamada Lajes”, ressaltou Schuma. A representante da Redeh falou que, apesar de os números não serem tão expressivos, eles demostram uma tendência de mais envolvimento das mulheres nas prefeituras.

Para finalizar a plenária, representantes do Instituto Alziras falaram da participação da mulher na política nacional e reforçou a importância da pesquisa “Perfil das Prefeitas no Brasil 2017-2020”, que será aplicada durante os quatro dias da XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

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