Após divulgação do Ideb, Famurs acredita que a educação precisa de mais recursos para aumentar a qualidade do ensino básico

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador de qualidade da educação brasileira foi divulgado na última terça-feira (15/9), e apresentou resultados significativos. O Brasil avançou no Índice em todas as etapas de ensino, mas apenas nos anos iniciais do ensino fundamental (1º-5º ano) cumpriu a meta estabelecida. O Rio Grande do Sul, embora tenha apresentado uma melhora nos números em todas as etapas da educação básica, se comparado ao último relatório (2017), em sua totalidade, não conseguiu atingir nenhuma meta estabelecida. A rede municipal de ensino, responsabilidade das prefeituras, também passou por avaliação entre o 1º e o 9º ano do ensino fundamental. Dos 436 municípios avaliados, mais da metade conseguiu atingir a meta, totalizando 173 cidades gaúchas, chegando a 5,7 no ranking.

Para o presidente da Famurs e Prefeito de Taquari, Maneco Hassen, os recursos precisam ser destinados à educação fundamental e para o ensino básico para que tenhamos resultados mais concretos, resultados estes que são demorados a longo prazo, e que necessitam de tempo. “É necessário uma tomada de consciência dos gestores públicos, para que a longo prazo nós consigamos qualificar a nossa educação”, destacou.

A coordenadora de educação da Famurs, Juçara Vieira Dutra, pontuou fatores indispensáveis que ajudam na promoção de melhorias na aprendizagem. O financiamento da educação é um dos exemplos. A Federação entrou na campanha pela aprovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), e considera o benefício fundamental para equalizar os recursos entre as necessidades dos municípios e estados. A valorização profissional também é um elemento básico, que inclui carreira, salário, formação e condições de trabalho. A coordenadora aproveitou para comentar sobre o curso de formação para professores no contexto da pandemia e pós-pandemia, capacitação promovida pela Famurs em parceria com a UFRGS. “As condições de trabalho também são essenciais para que o profissional tenha tempo e disponibilidade para continuar se atualizando e para acompanhar a vida dos estudantes”, evidenciou.

Juçara ainda destacou a importância de um permanente acompanhamento dos estudantes por meio do projeto político-pedagógico das escolas, o que auxilia na identificação de necessidades dos grupos sociais. A assistência é primordial para evitar o aumento de desigualdades sociais, principalmente em escolas que atendem zonas rurais e periféricas, em que os alunos apresentam outras dificuldades para além das necessidades educacionais, que também precisam ser atendidas pela instituição de ensino. “É preciso que haja uma gestão democrática da escola e do sistema, que envolva não apenas os gestores, mas que possibilite o envolvimento da comunidade escolas na vida dos seus filhos. Por isso, a Famurs defende permanentemente essas políticas que precisam de continuidade pela representação e possibilidade efetiva do direito à educação de qualidade”, ressaltou.

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