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Artigo 14/01/2014 Turismo para além da Copa Por Mário Ribas do Nascimento

Criar uma cultura econômica de turismo é muito mais do que simplesmente aproveitar eventos de grande porte. Nos próximos anos, o Brasil sediará a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isso deverá atrair os olhos do mundo para o país. Milhões de pessoas virão para cá. Mesmo assim, não queremos que esses visitantes venham e, na mesma velocidade, partam para nunca mais voltar. É preciso criar as condições adequadas para que nossas atrações façam do Brasil um destino frequente.

Essa orientação deve ser seguida tanto em âmbito nacional quanto no estadual. O Rio Grande do Sul possui riquezas naturais e históricas pouco exploradas. Sem estrutura e planejamento, deixam de despertar a atenção e cativar o turista. Há louváveis exceções, como a Região das Hortênsias e o Vale dos Vinhedos, que têm excelência em bem receber. Mas essa pujança pode – e deve! – ser multiplicada em outros pontos do nosso mapa. Refiro-me a locais como a Rota das Missões, Rota das Terras e do Rio Uruguai, os sítios arqueológicos e paleontológicos do Centro do Estado, a Costa Doce, a Quarta Colônia, a Rota do Yucumã, entre muitas outras.

Para fortalecer o turismo como um fator de desenvolvimento das cidades, a Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) apresentou à bancada gaúcha do Congresso Nacional um projeto que envolve 20 rotas turísticas rio-grandenses. Ao invés de lutar por iniciativas isoladas, o que resultaria em desgaste e disputas políticas desnecessárias, foi articulada uma emenda coletiva da bancada gaúcha apresentada pela senadora Ana Amélia Lemos no valor de R$ 70 milhões. Cumprindo metas do Plano Nacional de Turismo, o valor servirá para estimular setores essenciais à atividade – como gastronomia, artesanato, hotelaria, agroindústria familiar, além da formação e qualificação técnica dos serviços prestados, incluindo a promoção e marketing do turismo gaúcho.

Turismo não é apenas uma soma de belas paisagens e boas estradas. É mais rico e complexo do que isso: requer receptividade, capital humano, inovação e empreendedorismo. Também precisa atrair o investimento e o interesse privados. Como contrapartida, as esferas governamentais devem dar apoio a quem queira dar forma a essa realidade. Ações unidas e coesas, como a que propusemos no Congresso, ajudarão a difundir nossas atrações e diferentes culturas. E mais: contribuirão na geração de emprego, renda e inclusão social de forma permanente. Uma herança que vai muito além da Copa do Mundo.

*Superintendente Técnico e de Relações Institucionais da Famurs

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