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Artigo 30/04/2014 Transferir policiais não é a solução Por Valdir Andres

A solução encontrada pelo Governo do Estado para reforçar o policiamento em Porto Alegre é, no mínimo, equivocada. Estaremos desvestindo um santo para vestir outro.

Qualquer evento internacional, como a Copa do Mundo, requer uma preocupação extra com segurança. Os olhos do mundo estarão voltados para cá, e todo o cuidado é pouco para que a competição transcorra sem percalços. No entanto, a solução encontrada pelo Governo do Estado para reforçar o policiamento em Porto Alegre é, no mínimo, equivocada. Na última semana, o Executivo anunciou que mais de 2 mil brigadianos serão deslocados do interior para a capital durante o campeonato.           

Ora, um evidente contrassenso. Estaremos desvestindo um santo para vestir outro. As estatísticas mostram que a violência vem se alastrando pelo interior. Crimes que antes se concentravam na Região Metropolitana – como roubo de veículos, explosões de bancos e tráfico de drogas – hoje ocorrem em muitas cidades gaúchas.

A situação dessas comunidades já é de constante insegurança, muito em razão da falta de efetivo policial. Nas últimas três décadas, o número de brigadianos caiu de 29 mil para 23 mil no Estado – enquanto houve um grande aumento tanto da população quanto da quantidade de municípios. Agora, se essa medida realmente for tomada, as cidades do interior estarão ainda mais vulneráveis e fragilizadas.

Santa Maria e Passo Fundo, por exemplo, terão de ceder quase 300 policiais. Já no Vale dos Sinos, uma das regiões mais violentas do Rio Grande do Sul, 60% do efetivo deve ser transferido para atender a Copa. Há municípios com apenas quatro brigadianos e que ficarão somente com dois durante o evento. Dificuldades desse tipo já são enfrentadas todos os anos com a Operação Golfinho – quando parte do efetivo, durante o veraneio, se move para o litoral.        

Diante desse quadro preocupante, a Famurs convocou uma reunião emergencial e ouviu prefeitos e prefeitas de todo o Estado. E, com base nisso, solicitamos ao Piratini que a transferência dos policiais seja suspensa. Ao invés de desproteger ainda mais as comunidades do interior, defendemos que a Força Nacional de Segurança atue para reforçar o policiamento na capital. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, tomaram essa medida. É preciso, acima de tudo, garantir a segurança de todos os cidadãos!

*Presidente da Famurs e prefeito de Santo Ângelo

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