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Artigo 09/08/2014 Sonhos à espera do asfalto Por Edivilson Brum

A precariedade da infraestrutura viária está entre os maiores obstáculos para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. A má conservação das estradas gera perigos, expondo os passageiros a uma situação de insegurança. Também encarece o transporte da produção, o que faz travar o crescimento da economia. E se a situação é difícil nas grandes rodovias, o quadro fica ainda pior nos pequenos acessos municipais. Atualmente, a entrada de cerca de cem cidades gaúchas ainda é de chão batido.

Inscritos no Plano de Obras Rodoviárias do DAER (Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens), os projetos de asfaltamento têm andado a passos de tartaruga – quando não estão completamente parados. Em muitos locais, as obras sequer foram iniciadas, o que prolonga a angústia e os prejuízos ocasionados pela ausência de pavimentação.

Os efeitos são sentidos por toda a população, de diferentes formas. A começar pela saúde: são vergonhosamente frequentes acidentes que tiram vidas ou deixam sequelas nas vítimas. Além disso, médicos e dentistas se recusam a trabalhar em algumas comunidades, em virtude do difícil acesso. Pelo mesmo motivo, o transporte de pacientes até os hospitais é mais lento – e o atendimento pode chegar tarde demais.

Outra consequência é sentida na educação. As estradas de chão dificultam o transporte escolar, além de oferecer um risco para a segurança de nossos jovens. Há prejuízo também no aproveitamento do ensino. Com o deslocamento afetado, atrasos de alunos são comuns, fazendo com que tenham de recuperar aulas ou, até mesmo, sejam reprovados. É um problema que atinge das crianças aos universitários.

Na economia, os efeitos são ainda mais severos. Sem asfalto, as comunidades não conseguem crescer e ainda perdem oportunidades. É o caso, por exemplo, de Benjamin Constant do Sul, onde uma indústria de criação de aves desistiu de se instalar pela falta de pavimentação – o que resultou em R$ 1 milhão em investimentos perdidos. O setor primário sofre com o custo elevado da logística gerado pelas estradas precárias: os danos aos caminhões e o tempo elevado para percorrer as vias em más condições tornam mais caro o escoamento da produção.

Com prejuízos por tantos lados, a falta de acesso asfáltico também favorece o êxodo rural. Jovens, agricultores e empreendedores buscam oportunidades em cidades com infraestrutura mais robusta. Assim, acabam gerando renda e emprego em outro lugar, quando poderiam contribuir para o crescimento de seu município de origem.

A longa espera das comunidades gaúchas precisa ter fim. O Governo do Estado deve cumprir o que prometeu, colocando como prioridade a execução do Plano de Obras Rodoviárias do DAER. O que há de mais concreto no asfalto das nossas estradas são os sonhos dos cidadãos que esperam por essas obras. E, por eles, não podemos aguardar mais

*Superintendente técnico da Famurs

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