Acesso Rápido:
Artigo 22/11/2013 Caso de legitimidade e justiça Por Valdir Andres

No ano passado, a presidente Dilma Rousseff fez um importante anúncio aos municípios brasileiros. Com a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o Ministério do Desenvolvimento Agrário doaria retroescavadeiras e patrolas para cidades de todo o país. No Rio Grande do Sul, ao todo, 455 comunidades locais foram contempladas com as máquinas.

A iniciativa merece nosso aplauso. Estamos falando, afinal, de equipamentos fundamentais para construção e manutenção de estradas vicinais – sem as quais a economia rural não progride. Entretanto, um ponto merece atenção: a ação se restringiu a localidades que possuem até 50 mil habitantes. Sendo assim, cerca de 40 municípios gaúchos simplesmente ficaram de fora. Uma enorme e injustificada segregação.

É correto que municípios com menor população sejam beneficiados por programas governamentais. O apoio da União – que concentra a maior fatia do bolo de recursos – é imprescindível para que essas comunidades se desenvolvam econômica e socialmente.

No entanto, não é legítimo ou justo, sob esse pretexto, desprezar os cidadãos de cidades maiores – como Uruguaiana, Alegrete, Venâncio Aires, Santo Ângelo e São Gabriel. Com grandes extensões territoriais e áreas rurais, além da presença maciça de agroindústrias, essas localidades possuem maior quilometragem de estradas a serem mantidas. Apenas em meu município, Santo Ângelo, são dois mil quilômetros de trechos rurais que demandam constante suporte.

Há algumas semanas, em nome da Famurs (Federação das Associações de municípios do Rio Grande do Sul), manifestei essa preocupação em carta enviada à presidente Dilma. O aporte de recursos para contemplar as comunidades desassistidas não será muito elevado. É um dado da realidade: o Governo Federal tem plenas condições de ampliar o programa. Trata-se de uma medida simples, eficaz e simbólica, que corrigirá a enorme injustiça com milhões de brasileiros e gaúchos.

As cidades são peças essenciais no processo de desenvolvimento do Estado e do país. Fazemos parte de um conjunto harmônico, em que participam os maiores e os menores, os mais ricos e os mais necessitados. Portanto, a doação de retroescavadeiras e patrolas deve ser universalizada – sem distinções de qualquer espécie. Esperamos que o Governo Federal tenha sensibilidade com essa situação e compreenda que a força do Brasil vem de seus municípios. De todos eles.

*Presidente da Famurs e prefeito de Santo Ângelo

Assessoria de Comunicação Social
(51) 3230.3150 / 9330.8399
comunicacao.famurs@gmail.com

FAMURS - Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul
Rua Marcílio Dias, 574 - Menino Deus - Porto Alegre/RS - CEP: 90130-000 - (51) 3230-3100
Copyright © 2014 Famurs - Todos os Direitos Reservados.